segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Evangélicos ‘éticos’ usam montagem contra Silas Malafaia

Uma montagem gráfica, feita por um site de humor tem sido usada por centenas de sites de blogs e sites de jornais de baixa circulação como forma de ataque ao pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
A montagem utiliza uma fotografia antiga publicada no portal G1 e mostra o pastor Malafaia apresentando um suposto “spray mata-capeta” e alguns depoimentos fictícios de pessoas que utilizaram esse produto.
Apesar do site original alertar que suas notícias não são verídicas – seu lema é “sem compromisso com a verdade” – as referências ao produto pretensamente lançado foram apresentadas como se fossem verdadeiras, inclusive por alguns blogueiros dos chamados evangélicos ‘éticos’, que foram retratados na revista Época como representantes de uma nova reforma protestante (9/09/2010).
A montagem foi facilmente percebida por comentaristas que acessam esses blogs. Os usuários reclamaram que é uma forma desrespeitosa de crítica.
Em abril, alguns blogs noticiaram que o pastor Silas Malafaia circulou com uma limusine alugada pela diária de 7 mil reais pelas ruas de Porto Seguro (BA). A notícia era falsa e o pastor nem esteve na Bahia naqueles dias.

Alguns blogs ‘éticos’ que tentaram confundir seus leitores:
http://www.pavablog.com/2011/09/08/silas-malafaia-lanca-spray-que-remove-o-diabo-do-couro/
http://tiagonogueira.com.br/blog/?p=1330

Cerveja para a família

Imagina isso aqui...

Casal multado por reuniões bíblicas nos Estados Unidos

Um casal de San Juan Capistrano, CA, que reunia outros casais para estudos bíblicos foi multado em 300 dólares por realizar o que as autoridades locais definiram como “uma reunião regular de mais de três pessoas”, o que foi comparado como uma forma ilegal de igreja, e não como uma reunião privada.
Caso descumpram a determinação de parar com as reuniões, o casal terá multas subsequentes de 500 dolares para quaisquer outros “encontros religiosos”.
Para o procurador da cidade, o casal reúne às vezes até 50 pessoas nas manhãs de domingos e tarde de quinta-feira, causando problemas no acesso ao estacionamento das ruas em volta. Porém, para o representante do Pacific Justice Institute, Brad Dacus, a imposição de licença para estudos em casa é ultrajante. A rua onde reside o casal é semi-rural, com propriedades com mais de um acre. “Esse assunto poderia ser resolvido muito facilmente”, disse ele.
Mais de 20 grupos de estudo bíblico se encontram em San Juan Capistrano.
http://www.religionnewsblog.com/26184/us-couple-threatened-with-500-per-meeting-fines-for-home-bible%C2%A0study

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Edir Macedo perde o juízo: será que bebeu?

Em seu caminho para o ateísmo, o líder-proprietário da Igreja Universal, bispo Edir Macedo tem passado nos últimos anos por uma série de redefinições pessoais.
No último de seus ataques, Edir Macedo comparou os cultos das igrejas pentecostais aos terreiros de candomblé (como se a IURD não tivesse nenhuma semelhança) e chutou em 99% o percentual de cantores gospel endemoniados (seguramente, nenhum da Line Records).
O bispo abortista foi incisivo: “Todos os pastores e líderes que caem pelo poder de Deus estão endemoniados, estão literalmente possessos. Se vierem na Igreja Universal do Reino de Deus, vão cair. Agora eu quero ver colocar a mão na minha cabeça e me fazer cair. Eu agora faço um desafio. Vocês podem vir 7, podem vir 70, podem vir 400 profetas lá das outras igrejas que caem pelo poder, vocês todos, e ponham a mão da minha cabeça. Se eu cair, eu vou aderir a essa doutrina.
Ana Paula Valadão, do Diante do Trono, foi usada como exemplo, por ter ‘caído em unção’ durante um culto ministrado por um pastor finlandês.
Em fevereiro, Edir Macedo admitiu que bebe cerveja, desafiando uma tradição no meio evangélico – do qual, aliás, está cada vez mais distante: “A religião proíbe beber cerveja, mas eu bebo cerveja quando eu estou com vontade eu bebo e acabou! E quem é que vai me dizer pra eu não beber?”.

Comentário 1: Descontando a descortesia para com os cantores gospel, o fenômeno de ‘cair pelo poder’, rodopiar na igreja e outros chiliques deve ser tratado com seriedade e cuidado pelos evangélicos. A maioria das igrejas (mesmo as pentecostais) rejeita esses excessos, e seria ingenuidade acreditar que os líderes não se preocupam com suas semelhanças com ritos afro ou com terapias xamânicas.
Edir Macedo não está errado.
O problema é: que moral tem a IURD para falar disso?
Todo mundo sabe que a igreja tocada pelo bispo Macedo especializou-se em sessões de descarrego, sabonetes de arruda, objetos ungidos e outras práticas cristianizadas das mais baixas superstições do folclore brasileiro.
Por que agora o bispo está tirando o corpo fora?

Comentário 2: Há muitas referências à bebida na Bíblia. É sempre uma fonte de alegria e também uma causa de sérias confusões. Qualquer afirmação no sentido de que não se pode beber nunca desemboca em um legalismo incompatível com a maturidade cristã. Por outro lado, dizer que se pode beber (mesmo “socialmente”) é um convite à irresponsabilidade.
Alguns alegam agora que o impedimento à bebida por parte do movimento evangélico foi uma situação temporal, criada em um momento em que na Europa o alcoolismo imperava, e por isso o governo europeu (SIC) criou centros de recuperação de alcóolatras, e os primeiros missionários vieram ao Brasil com esse tipo de visão sobre o consumo da bebida. Na realidade, os missionários vieram dos Estados Unidos (não da Europa), o alcoolismo existe em qualquer parte do mundo e os governos jamais criaram centros de recuperação para o vício que tivessem vínculos com igrejas ou missões.
Mas, se partirmos do ponto de que sim, o crente pode beber livremente, teremos que cuidar para não chegar ao ponto de sermos incluídos entre os “beberrões” (1Cor 6.10, Ave Maria), de que Paulo fala que não herdarão o reino de Deus. Se quisermos fazer um critério de situações em que a bebida é esporádica e moderada, e quando se torna um vício devastador que destrói carreiras e lares, a diferença é apenas a quantidade. Ou seja, abre-se a porta, abre-se toda a porteira.
Outros sustentam – mais por vaidade bíblica do que qualquer outra coisa – que não se encontra na Bíblia nenhuma proibição de beber – salvo o voto de abstinência, temporário e especial, do nazireu (Num 6.3), que sequer podia comer uvas – e que, pelo contrário, em Mat 11.19, Jesus fala que diziam dele que era um “glutão e um beberrão” – em comparação direta com João Batista, que nada bebia e tinha como iguaria os gafanhotos do deserto. O primeiro grande milagre registrado nos Evangelhos (João 2), na festa de casamento em Caná, é a transformação da água... em vinho.
Desse jeito, chegaremos ao ponto de existirem bafômetros nas igrejas!
Não. Não há por que termos, enquanto cristãos, de definir o ponto em que o consumo de álcool é moderado, e quando é um vício incontornável. A questão está sempre no propósito.
Qual o propósito de beber?
Tomar coragem para fazer algo que se sabe que é pecado? Esquecer a inibição masculina diante dos problemas e sentir-se forte para uma agressão física? Sentir-se inserido em um círculo de amigos contadores de piadas – nome novo para ‘roda de escarnecedores’?
Se esses são propósitos comumente aceitos para o primeiro copo de bebida, então a quantidade é indiferente.

Comentário 3: Deixem o Edir Macedo beber. Ponham-se na situação dele. É alguém que, no fim das contas, fez mais mal do que bem ao Evangelho. Ele sabe que vai para o inferno, pelos males que tem causado à Igreja e pela disseminação de tantos modismos que agora ele critica. Por que privá-lo do prazer da bebida nos anos que restam à sua vida?

Já vimos essa história

Na foto, homens retiram ossos de uma vala coletiva, utilizada na Líbia pelo ditador Kadhafi para se livrar de milhares de presos políticos na década de 90 (época em que levantes árabes não tinham sucesso).

Ao pessoal do PPL: Onde estava o Hora do Povo quando esses massacres ocorriam?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Emenda pró-homossexual agrada à senadora Marta Suplicy

Do blog do Julio Severo: “A senadora Marta Suplicy (PT-SP) elogiou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), elaborada pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que quer ampliar privilégios a indivíduos viciados em práticas homossexuais.


O projeto em questão prevê uma série de ações que aceleram a agenda homossexual do Brasil, com ações punitivas contra atos de discriminação contra a orientação sexual de terceiros. Todos os que “incitarem o ódio ou pregarem” contra o homossexualismo poderão ser reclusos de 2 a 5 anos.
Entre outras disposições, o projeto da OAB defende a retirada das menções a ‘pai’ e ‘mãe’ nos documentos de identidade (trocando apenas por ‘filiação’), a adoção de cotas proporcionais à orientação sexual no serviço público, o início do tratamento para a troca de sexo aos 14 anos – e a cirurgia (gratuita) a partir dos 18 – e a proibição de tratamento de reversão da orientação sexual, mesmo por vontade própria.
O projeto foi aplaudido pela senadora Marta Suplicy, que defende a sua apresentação em seguida ao PLC 122/2006: “A PEC é bem mais difícil de aprovar. Então, vamos começar com a homofobia e avaliar o momento adequado para fazer uma PEC com essa amplitude, que é realmente o sonho que nós gostaríamos para todo o País”.
Comentário: Realmente é um projeto bem mais amplo.
Sugerimos à senadora Marta Suplicy, inclusive, a adição de mais um artigo: “É proibido que candidatos em campanha eleitoral façam insinuações públicas sobre a orientação sexual de seus adversários”.
O que acham?

domingo, 31 de julho de 2011

‘Marco Zero’: pomo da discórdia

O local chamado ‘Marco Zero’ (Ground Zero), a área onde ocorreram os atentados contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001, caminha para tornar-se um dos grandes polos mundiais da discórdia religiosa, mais ou menos como o setor onde está a cúpula do Rochedo, em Jerusalém.

A questão azedou-se há dois anos com o projeto de construção de uma mesquita e um centro cultural próximo à área do Marco Zero, iniciativa que desde cedo teve pesado apoio do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e, por outro lado, a oposição de líderes cristãos de diversas partes do país.


O que precisamos entender sobre isso?


Para uma parcela da opinião pública, a construção de uma mesquita islâmica é bastante oportuna para mostrar que os Estados Unidos são uma nação multicultural, o que desencorajaria futuras ações terroristas de militantes radicais, dentro e fora do país, e que (por acaso) são de religião islâmica e sempre viram o WTC como um símbolo a ser destruído – até o dia em que conseguiram.


Contudo, para além de toda essa ingenuidade ‘politicamente correta’, há um duplo-padrão na atitude dessas autoridades quando ao uso do Marco Zero e suas imediações para construções com alto valor simbólico.


É preciso lembrar que Nova York é uma das cidades com metro quadrado mais valorizado no planeta e a construção de um prédio para finalidades religiosas é impossível sem o aval oficial, a eliminação de complexos entraves burocráticos, e um forte amparo financeiro, inclusive com recursos públicos – o que se choca com a Cláusula de Estabelecimento da Primeira Emenda, que há mais de 200 anos estabelece uma rigorosa separação entre o estado e a religião.


Essa situação contrasta com a situação de uma pequena igreja ortodoxa grega, situada dentro do Marco Zero (neste local desde 1916 e totalmente destruída pelo atentado de 2001). Sua reconstrução vem sendo sistematicamente bloqueada desde então pela Autoridade Portuária da cidade – que prefere usar o seu terreno como um estacionamento. O prefeito Bloomberg não tem dado nenhum apoio à reconstrução da igreja ortodoxa em seu próprio terreno original.


Na última semana, os ateus resolveram meter o bedelho no Marco Zero.


Sua intenção é remover uma cruz de 17 metros erguida recentemente no memorial do 11 de Setembro. Essa cruz, na verdade, é uma parte da estrutura original do WTC que foi encontrada por trabalhadores no meio dos escombros. Acabou se tornando um símbolo que homenageia os mortos naquele ataque. Para os ateus, porém, esse ícone representa apenas uma religião.


A cruz não é o único símbolo religioso presente no memorial. Há símbolos de religiões que representam os diferentes credos das milhares de vítimas dos atentados (que incluíam até mesmo muçulmanos). Mas os ateus, até o presente momento, só querem derrubar a cruz.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Breivik e o 'fundamentalismo cristão'

‘Fundamentalista’ é um termo pejorativo que quase ninguém sabe dizer com certeza o que é. 

Por esse motivo, muita gente vem se sentindo livre para criar conceito extremamente criativos para se definir o que é o fundamentalismo, desde que se mantenha a propósito de retratar um perfil o mais desagradável possível.

Foi assim que o assassino norueguês Anders Behrig Breivik, que matou mais de 76 pessoas em Oslo, foi chamado pela mídia de várias países como um ‘cristão fundamentalista’.

De fato, Breivik segue um ideário pitoresco que procura restaurar a Europa ‘cristã’ como contraponto à presença cada vez maior de muçulmanos em seu país. Contudo, essa identificação ao cristianismo é exclusivamente cultural e não envolve nenhum elemento de fé cristã. Foi um tremendo exagero (mal intencionado, talvez) rotula-lo como um ‘fundamentalista’.

Vejamos algumas considerações do próprio Breivik, obtidas com a leitura mais detalhada de seus escritos:

1. Breivik não se considera um religioso. "Não vou fingir que sou uma pessoa profundamente religiosa, pois isso seria mentira. Sempre fui muito pragmático e influenciado pelo ambiente secular em que vivo". Ele também afirma que tem fortalecido suas convicções através da meditação e da prática de rituais.
Já o cristão fundamentalista é uma pessoa religiosa, e que procura resistir ao ambiente secular. O cristão reforça sua fé através da oração e do jejum.

2. Breivik não considera necessário um relacionamento pessoal com Deus para ser cristão, e ele próprio tem dúvidas sobre a existência de Deus. "Sou em primeiro lugar um homem de lógica". Sua concepção de Europa cristã não exige nenhum elemento de fé cristã; até mesmo um ateu que preserve o legado cultural cristão corresponderia às exigências de Breivik: "Você não precisa ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus para lutar por nossa herança cultural cristã. Basta que você seja um agnóstico cristão ou ateu cristão".
O cristão, ainda mais se for fundamentalista, não tem dúvida acerca da existência de Deus.

3. Breivik louva Charles Darwin e defende a teoria da evolução nos pontos em que esta contradiz a Bíblia. "Quanto à Igreja e à ciência, é essencial que a ciência tenha uma prioridade indiscutível sobre os ensinos da Bíblia".
O cristão fundamentalista crê na Bíblia; é muito comum, em certos círculos, a rejeição ao evolucionismo biológico.

4. Breivik defende a adoção de uma agenda fortemente pró-homossexual para a Europa, como parte de um programa para a consolidação de valores seculares para o continente.
Já os cristãos fundamentalistas entendem que o homossexualismo é pecado, e são contrários à agenda homossexualista.

5. Breivik defende que as igrejas protestantes se auto-dissolvam e voltem ao catolicismo. "São necessárias inciativas para facilitar a desconstrução das igrejas protestantes, cujos membros devem se converter de volta ao catolicismo".
Os cristãos fundamentalistas rejeitam qualquer aproximação com o catolicismo.

6. Breivik afirma ser integrante de uma ordem de cavaleiros Templários, cujos antecedentes são evocados historicamente como a origem da moderna maçonaria. O próprio Breivik proclamou-se ser maçom, e cometeu o massacre vestindo paramentos maçônicos.
Os cristãos fundamentalistas consideram a maçonaria como levemente satânica.

7. Breivik critica asperamente o fundamentalismo cristão e deixa bem claro que não é essa a Europa que ele e seu grupo querem. "Portanto, é essencial entender a diferença entre uma 'teocracia fundamentalista cristã' (tudo o que não queremos) e uma sociedade europeia secular baseada em nossa herança cultural cristã (o que queremos)." Ele entende que o iluminismo e o secularismo são uma continuidade do cristianismo cultural, e não como algo que se opõe à herança cristã.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Você ainda vai ter uma lei só sua

A cobertura da mídia sobre o incidente em que pai e filho foram agredidos por um grupo que os confundiu com homossexuais em uma feira em São João da Boa Vista (SP) foi geralmente completada pelo seguinte comentário: “E ainda não existe uma lei contra a homofobia”.

Esse comentário induz claramente no ouvinte ou no leitor a seguinte conclusão inevitável: “Então deveria existir essa lei...”. Qualquer um irá concordar que se trata de uma violação brutal à integridade física de duas pessoas, desconhecidas por esse grupo, que agiu movido por um sentimento ainda não bem explicado de ódio ou preconceito. Até esse ponto não há nenhuma discordância.

O erro está em inferir a necessidade de um agravante adicional ao motivo que gera o preconceito (nesse caso, impropriamente, já que as vítimas nem eram homossexuais). A punição contra agressores físicos já é prevista na mesma lei que protege todo e qualquer cidadão contra violações à sua integridade individual. Não se pode afirmar previamente que os agressores serão punidos segundo os procedimentos abertos na Justiça. Porém, que lei existe, existe.

Porém, se cada tipo de agressão praticada exigir uma lei adicional que enfatize a sua motivação (talvez de modo a saciar os sentimentos que a mídia desperta na própria sociedade), teríamos que pensar em leis específicas contra todo grupo que for atingido por algum tipo de agressão imotivada (obesos, magros, altos, magros, religiosos, não-religiosos, etc). A facilitação de cada uma lei dependeria apenas na mobilização de cada um desses grupos, para convencer a sociedade que a agressão que sofre é mais injusta que a dos demais.

Fatalmente, a sociedade seria dividida entre "protegidos" (sob guarida apenas da lei geral) e "superprotegidos" (sob guarida da lei geral e mais uma específica). É fácil entender porque essa questão sai do campo do direito e emerge no campo político.