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sábado, 28 de janeiro de 2012

Brasil quer construir réplica do Cristo Redentor em Londres

Um projeto secreto para construir uma réplica gigante do Cristo Redentor do Rio de Janeiro junto ao cume do Primrose Hill, sem Londres, foi descoberto pelo New Journal.
De acordo com o Wikipedia, Primrose Hill é uma colina de 256 pés (78m), localizada no lado norte do Regent’s Park, em Londres, Inglaterra, e também o nome do distrito em torno. A colina tem a visão clara do centro de Londres. O distrito é uma das áreas residenciais mais exclusivas e caras de Londres e lar de muitos residentes notáveis.
Segundo o Camden New Journal:
“O projeto, que ainda não chegou ao departamento de planejamento da câmara da cidade, deve ser financiado pelo governo brasileiro para celebrar o encerramento dos Jogos Olímpicos de 2012 e marcar o momento em que a cidade do Rio de Janeiro assumirá o manto olímpico para os Jogos de 2016”.
Mas a proposta, que será inspirada na estátua do Corcovado que tem vista para o Rio, já está dividindo opiniões. Segundo o London Evening Standard,
“o projeto, financiado pelo governo brasileiro, já dividiu opiniões no bairro de celebridades que abriga a casa de Kate Moss, em meio a temores de que irá estragar a vista.
O plano é tão sensível que os consultores contratados pelos brasileiros em Londres estão conversando sigilosamente com os moradores antes de submeter seu projeto ao conselho de Camden.
Os moradores que ainda não viram os desenhos foram informados que a réplica projeta pode ter até 30 pés (9,1m) de altura. A estátua, que os brasileiros querem “perto do cume” de Primrose Hill, seria visível por quilômetros de um dos pontos mais altos da capital.”
Alguns moradores dizem que não se opõem, desde que a estátua seja feita como um elemento temporário.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O ‘novo homem’

Há uns 15 anos (não lembro ao certo, acho que até mais), li uma revista que era entrevistada a escritora chilena Isabel Allende. Na entrevista, que ela dizia, sem rodeios, que apenas podia esperar a morte de todos os homens com mais de 40 anos, para assim livrar o mundo da cultura machista que dominava ainda a sua geração.
Somente os homens da nova geração, educados sob a cultura da igualdade do homem e da mulher, é que estariam preparados para viver na sociedade moderna, sem preconceitos e valores antigos.
Pois, eis o novo homem de Allende: Francesco Schettino.
Salve-se quem puder!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

De boatos e manifestos

Ainda sobre as eleições de 2010... pesam comentários, de um lado ou de outro, sobre como se deve dar a interferência das igrejas (ou ao menos dos crentes, pensando agir no interesse da religião) na esfera política.
Vejo que muitas ações que deviam ser condenadas foram aceitas como “parte do jogo” (como a multiplicação de boatos inverídicos), e outras que se incluem no dever de ação da igreja junto à sociedade foram vistas como uma interferência absolutamente indesejável, uma “americanização da política” (segundo a opinião de Bresser Pereira).
Tentar obstruir o envolvimento da igreja cristã em temas da sociedade alertando para o caráter laico do estado é puro farisaísmo. Cada cidadão e cada liderança tem o pleno direito de eleger um tema ou mais como essenciais para a tomada de decisão política, conforme a sua visão particular de mundo, que de modo algum tem que se ajustar a um estreitamento secular que “censura” determinados temas e limita a compreensão da realidade muito aquém do seu todo.
A mim, por exemplo, não me interessa a agenda dos partidos sobre a previdência social ou a privatização (até porque os políticos eleitos já se cansaram de prometer determinadas coisas e cumprir um programa totalmente diferente). Eu decido quais temas são importantes para as minhas decisões e vejo como perda de tempo comparar candidatos com posturas tão iguais.
Se a diferença está em questões morais (que inevitavelmente afetam a religião) é aí que podemos fazer escolhas.
O aborto
Dilma é abortista – deixou isso bem claro em 2007.
Não adianta reunir uma claque de cantores e pastores para dizer que mudou de compromisso quando seu próprio partido se recusa em abrir mão dessa posição, exigida pela estratégia feminista que se vincula ao partido. As duas primeiras versões do programa de Dilma previam a descriminalização do aborto. Na terceira, já não consta.
É claro que esse não deve ser o único critério para a escolha de uma candidata. Por mais que a esquerda religiosa procure obscurecer o espectro das escolhas e alegar falta de legitimidade da igreja cristã para falar desse tema, há elementos que não devem ser ocultados. Se os sindicatos e associações de classe podem fazer suas escolhas políticas, se movimentos “cristãos” de natureza obscura podem fazer suas escolhas políticas... por que as igrejas não?
Nas eleições dos últimos 20 anos, a esquerda religiosa sempre correu para defender nas igrejas o apoio a um determinado candidato, mas agora acha muito inconveniente que outros façam o mesmo.
Fez e continua fazendo
Pior ainda que os boatos mais absurdos (como o de que Michel Temer é um satanista), foi um “Manifesto dos Cristãos pela eleição de Dilma” que circulou com subscrições de 600 “líderes” religiosos (na realidade, quase todos militantes do PT) para obstruir manifestações “autoritárias e mentirosas” contra sua candidata.
O manifesto é um primor de submissão. Ele vez de tocar diretamente nas questões morais envolvidas na disputa eleitoral, prefere desviar para termos vagos, genéricos, que sugerem que o projeto do governo, mesmo pretendendo aprovar o aborto, está defendendo o direito à vida. O manifesto é tão acrítico que até a política externa – definida como “feliz”, mesmo com seu apoio a ditaduras homicidas e sua indiferença aos direitos humanos – é defendida.
Um manifesto submisso, descuidado, apressado e tão legítimo que conta até com as assinaturas uma “Paula Tejando” e um “Oscar A’lho” (confiram os números 535 e 536), ministros de uma improvável “Igreja do Amor Humano”.
(Ah, esqueceram de incluir no manifestos eleitores muito mais “decisivos”, como Edir Macedo, Samuel Ferreira ou Marcos Feliciano...)
Teólogos, pastores e padres podem errar. Aliás, costumam errar. Mas estão errando muito e errando demais. Como cegos conduzindo outros cegos, são vozes que vem há décadas tentando calar o povo de Deus. É com essa seriedade que tratam das coisas de Deus?

Moça bem educada

A nova miss America, Teresa Scanlan, 17 anos, representante do estado de Nebraska e eleita Miss America, tem uma particularidade (além de ter sido a mais nova já eleita pelo concurso) que chamou um pouco a atenção das pessoas: ela é uma homeschooler, isto é, teve a maior parte dos seus estudos foi feita em casa!
Oriunda de uma família de refugiados croatas que fugiram da guerra no início dos anos 90, Teresa Scanlan é muito culta, demonstra estar atualizada com as notícias mundiais e venceu o concurso em seu estado apresentando um trabalho sobre transtornos alimentares. O fato de não ter frequentado a escola não a impediu de ser aprovada nos exames requeridos para sua modalidade de educação antes da idade normal, estudando além do exigido.
Em seu blog, Teresa expressa a sua fé em Deus: “Eu sei que isso é exatamente o que Deus quer que eu seja, e Ele tem um plano para cada dia da minha vida, não apenas esse ano, mas a cada ano. Essa foi a minha oração, então, e tem sido a minha oração há seis meses e será sempre a minha oração. Nas próximas semanas no Miss America, e continuará sendo minha oração para o resto da minha vida. Se eu ganhar o título de Miss America, eu sei que é Sua vontade. Se eu não ganhar, e continuar nos próximos seis meses como Miss Nebraska, eu sei que é Sua vontade. Como é incrivelmente confortador saber que a minha vista está em Suas mãos!”
Com a premiação, Teresa vai cursar Direito na Patrick Henry College, onde se matriculam muitos homeschoolers. Ela não esconde suas pretensões de chegar até a Suprema Corte dos Estados Unidos e, quem sabe, a presidência do país.
Será uma nova Sarah Palin?
Enquanto isso, no Brasil...
O homeschooling é uma prática proibida no Brasil. Em 2008, um casal da cidade de Timóteo (MG) foi sentenciado por “abandono intelectual de menor” por não ter matriculado seus dois filhos adolescentes no sistema oficial de ensino, optando pelo ensino domiciliar.
Os pais foram processados civil e criminalmente a uma multa de 2 a 3 mil reais, e ainda podem perder a guarda dos filhos (Folha de S. Paulo, caderno cotidiano, 2.jun.2008). Curiosamente, o grave “delito” só foi percebido pela autoridade pública quando os dois filhos – mesmo sem jamais terem frequentado a escola – foram aprovados em 7º e 13º lugar na Faculdade de Direito de Ipatinga.
Os dois filhos, de 14 e 15 anos, não pretendiam ingressar na faculdade (nem estavam na idade para isso). O vestibular foi apenas um teste de conhecimento, onde os garotos superaram centenas de candidatos frequentes à escola.
A Justiça determinou então a aplicação de um exame para o ensino fundamental elaborado por 16 professores da rede estadual para verificar se o ensino ministrado pelos pais (que se organiza segundo o sistema da escola latina, que incluj gramática, aritmética, geometria, ética, dialética e retórica, mais astronomia, música e duas línguas estrangeiras – o inglês e o hebraico – somando 6 horas diárias de estudo em casa) tinha sido compatível com o currículo oficial.
Mas o teste era apenas uma “ilusão”. Os garotos receberam o currículo com apenas uma semana de antecedência e as questões do teste foram retiradas do ENEM e de vestibulares de outras universidades (apesar da Justiça ter determinado uma avaliação apenas do conhecimento compatível com o ensino fundamental, e não o médio). Mesmo assim, os garotos foram aprovados, e o processo cível continuou em andamento, com todas as penalidades possíveis.
Duplo padrão
Há milhares de famílias cujos filhos (por diversas razões) não frequentam a escola. Segundo o Ministério da Educação, apenas entre os beneficiários do Bolsa Família durante o primeiro bimestre de 2010, ao todo 40 mil crianças deixaram de ter a frequência mínima (85%) por motivo de desinteresse ou abandono escolar – ou seja, crianças que tiveram um percentual de presença próximo de zero – o que corresponde a 18% dos benefícios suspensos. Se a soma incluir os não-beneficiários, o total de crianças realmente abandonadas em seus estudos é ainda maior.
Não há punições para essas famílias. Eventualmente, os pais são chamados formalmente diante de um juiz para se comprometer com a presença diária na escola, mas a situação de desinteresse pela formação vai sendo “empurrado pela barriga” até a criança chegar à idade em que a família não é mais responsável por ela – ou seja, trajetória de rua, tráfico, Fundação Casa ou, talvez, até a morte. São milhares de pais ou mães cujos filhos não deixaram a escola para buscar um ensino melhor em casa, e sim para não ter ensino algum. Isso sim que é abandono!
Caso voltem a “estudar”, terão um aproveitamento quase nulo na escola (devido à falta de continuidade) e acabarão “subindo” nas séries correspondentes através da reclassificação por idade até chegarem ao fim do ensino médio, sem aprenderem nada. Há um tratamento inteiramente distinto por parte da autoridade pública e do sistema educacional, que hoje vive um colapso do ambiente escolar (apontado como a causa principal da adesão ao ensino domiciliar nos Estados Unidos... imagina no Brasil!).
O casal de Minas Gerais poderia muito bem ter seguido as facilidades que o estado proporciona a famílias desajustadas e sem o menor comprometimento com os filhos. Mas seguiram a justiça, e por isso estão sendo reprimidos.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.”
1Timóteo 6.11